'As palavras são como os meus passos, cada frase será como uma pedra que deixo atrás de mim para não me perder no regresso.'

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

future


ás vezes tento imaginar o começo, o início da nossa linda história. as recordações que tenho guardo-as só para mim. são lembranças de uma passado, de um presente e com certeza de um futuro brilhante para ambos. cativaste-me de forma que nunca antes ninguém tinha feito, fizeste-me encontrar um caminho que não sabia existir, uma estrada nova, acabada de construir por ti, por nós. sim, na verdade, no inicio encontrava-me um pouco de medo do que estava a sentir mas, quando pouco a pouco fui descobrindo um pouco mais de ti, um pouco mais de nós, a minha mente começou a vaguear descontrolada e freneticamente à procura de um futuro juntos. o mais estranho é que na verdade encontrei. foi quase como uma premonição, uma visão do que seria ao teu lado. feliz. e hoje meu amor, é assim que eu sou. sempre que caminho na rua, que percorro uma estrada junto de tantas e tantas pessoas a única que vejo és tu. não consigo olhar para ninguém da forma como olhava, tu descontrolas-te a minha cabeça e desde que estou contigo algo mudou dentro de mim. tornas-te tudo mais fácil mesmo sabendo que tudo continua a ser difícil. e agora fizeste isto: a pergunta que todas as mulheres pretendem ouvir quando encontram o seu príncipe, quando descobrem alguém que as completa, que as preenche, que as ama, como tu meu amor. mas tu meu tonto, sabes qual é a resposta. é SIM eu quero meu homem!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

free

quando gostamos de alguém, só há uma cara, um sorriso, uma voz e um nome no nosso pensamento. eu amo-te, de uma forma frágil agora. susceptível ao toque de outrem ou ás tuas palavras que caem no chão como pedaços de vidro que nos doem no peito pelo simples barulho que fazem. amo-te assim desmazeladamente. inconscientemente. amar-te tornou-se quase irracional, natural e inevitável. mas não, não te quero prender; quero que estejas aqui porque queres, porque precisas tal como eu preciso. é por isso que deixei, deixei tudo ao sabor do vento e ao ritmo das batidas de um coração perdido e magoado nas entranhas do teu corpo. deixei tudo ao florescer de um desejo que me arrepia o corpo e me deixa sem forças. então hoje sinto a tua falta, sem que compreenda o que sinto no entanto. e embora procure e procure o significado, a falta de necessidade, só consigo encontrar a minha cabeça a encher-se de um milhão de imagens tuas, centenas de sorrisos e dezenas de olhares. então hoje sinto a tua falta, chama-lhe saudades se quiseres que eu deixo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

destiny

nos últimos tempos tenho andado desorientada, perdida. quebrei a rotina que mantive durante todos estes anos, deixei de fazer o que fazia antes. houve algo em mim que mudou, bastantes coisas até. a minha vida tornou-se um percurso constante de erros e desilusões, mas certamente serviram para algo; agora eu sei para o que serviram. abriram-me os olhos, talvez depressa demais, mas consegui perceber que de um lado existiam pessoas que me desiludiram, fizeram-se de vítimas para justificar tudo à sua volta e eu ingénua fui-me enrolando. enrolando em mentiras, traições, ilusões e promessas; se errei? ah errei sim. talvez tenha sido eu quem mais tenha errado. mas para quê tudo isto? para quê tantos jogos? pois... agora vejo que do outro lado, existiu sempre alguém; alguém que nem me apercebi que magoei. foi essa cegueira que me invadiu que fez com que sofresses, mais do que qualquer outra pessoa. e agora eu preciso regressar ao passado e mudar tudo o que fiz para voltarmos ambos a sorrir. hoje eu sou feita de saudades. saudades essas que nas veias, substituíram o sangue, e o coração já não bate, suspira. fizeste-me aprender que a felicidade não é um trajecto, é um destino e que só nós conseguimos construir o caminho para podermos ser felizes, juntos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

apart

das piores sensações de que uma pessoa pode vir a ser assombrada é não saber o que fazer nem o que pensar. vir a ser rodeada de indecisões sobre as questões mais importantes da sua vida. estar aterrorizada da imensa pressão que tem num único cérebro, porque caso dê um passo em falso pode condenar o seu futuro. basicamente vivo de momento arrependida de decisões que ainda nem sequer tomei. sei que pode ser um erro, mas certamente será um erro para os dois. para ser sincera nunca acreditei em relações à distância muito menos pensei em ter uma, mas agora já não sei o que dizer sobre isso. fizeste a minha cabeça ficar dividida, tornas-te tudo tão fácil embora saibas o quão difícil é para ambos. fizeste-me acreditar naquilo que para mim era quase impossível. ninguém diria que isto me ia acontecer, muito menos assim, de um momento para o outro. sim, agora que estamos longe dou mais valor às tuas palavras que nunca. prendeste-me a ti de tal maneira que não quero que me largues nunca mais. embora saiba que te vou ver em breve sinto-me ansiosa mas tento não imaginar nada, nem criar planos na minha mente. vai ser um dos dias que mais anseio, finalmente vou ver-te e vou poder abraçar-te como nunca. mas admito, tenho medo de te ver e de como será; de como irei reagir quando te vir partir outra vez. como dizes temos de ser fortes, lutar para que resulte. e eu acredito que vamos ultrapassar tudo, juntos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

learn

 aprendi que o amor não vem quando queremos, quando desejamos; chega na hora exacta sem pedir nem avisar. aprendi que a maturidade vem aos poucos e não de uma vez só. descobri que a família é tudo e que amigos bons e sinceros são poucos. entendi que cuidar da minha vida é sempre melhor opção por mais que me preocupe com os outros. compreendi que dias melhores sempre virão e que na vida, nem tudo vale a pena. mas principalmente aprendi que a minha felicidade depende das escolhas que eu faço.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

together

torna-se estranha a maneira como certas coisas se apoderam de nós. a maneira como nos violam primeiro a mente, depois o coração e por fim a alma. mas não, agora isso não é um mau sinal. agora somos como um ponto de encontro embora outrora tivéssemos sido um lar de fantasmas. fantasmas esses que por vezes ainda pairam à nossa volta, rodeando-nos e tentando interferir na nossa vida, no nosso bem-estar. há alturas em que me vejo a relembrar o passado e acabo por me aperceber do quão hipócrita fui eu que só na iminência de te perder te desejei. fui injusta, confesso que sim. muitas vezes cometi erros dos quais só agora me consigo arrepender. mas isso não justifica a dor e muito menos a acalma, apenas a liberta para poder crescer mais e mais fazendo-me contorcer numa angústia de remorsos gigantesca. só tu me conheces verdadeiramente. sim, apesar de todas as minhas tentativas para esconder os pormenores mais sórdidos da minha existência cheguei à conclusão de que me conheces realmente em todo o meu íntimo. sabes que te deixei entrar na minha alma mais do que ninguém, e sabes com isso que és o meu ponto fraco, o território fragilizado e pronto a ser atacado. só queria que ficássemos assim, como que aprisionados no tempo. tempo esse que não tenho para me lembrar de quem me deixou triste, porque agora estou só e unicamente preocupada com quem me faz e fará feliz.

domingo, 8 de julho de 2012

thoughts



quando era criança precisava de adormecer com a luz acesa porque tinha medo do escuro. hoje continuo a precisar dessa luz porque tenho medo de mim, medo de mim sem ti. pode parecer-te estranho, sim eu sei as inúmeras vezes que disseste que isso nunca iria acontecer, mas esse receio persiste em mim todos os dias. às vezes dou por mim a olhar para o vazio perdida em pensamentos, sem saber bem onde ia e o que ia fazer; como se estes receios se transformassem num medo atroz e me impedissem de continuar, como se paralisassem todos os músculos do meu corpo para poder ficar, apenas mais uns segundos, a pensar em ti. sim, porque pensar em ti torna-te mais presente dentro de mim e ameniza todas as minhas fraquezas. sabes, hoje aprendi uma coisa, os obstáculos apenas separam aqueles que se deixam separar. separam muitos; mas não, a nós não.

sábado, 30 de junho de 2012

tears

há dias assim, em que te sentes vazia por dentro; mesmo que queiras muito levantar-te, por mais que ordenes isso a ti mesma o teu corpo não cede. tal como eu hoje não cedi. passei a noite anterior ás voltas na cama e hoje ainda nem me deitei. é claro que tenho a certeza do que quero, acho que nunca estive tão certa de algo como tenho estados nestas últimas semanas. mas os problemas aparecem, sem serem convidados e sem se limitarem a avisar, mas pior é o facto de surgirem quase todos os dias e fugirem mesmo antes de os conseguir resolver. nunca fui de deixar as coisas pela metade, gosto de esclarecer as coisas aos outros, mas primeiro tenho a necessidade de me esclarecer a mim própria. a minha cabeça sempre divagou demasiado em pensamentos e são eles que de alguma forma têm dado sentido à minha vida; talvez por pensar demasiado e congestionar a minha mente em função de ideias e dúvidas, não tenha feito as escolhas mais acertadas. acho que a melhor decisão que tomei até agora foi essa mesmo, ter-te escolhido a ti, sem arrependimentos, sem senãos. mas tenta entender, por vezes custa, por vezes dói, demasiado para tentar esconder seja o que for e mesmo que tente, as lágrimas rolam pela minha face sem pedir permissão. não sou de ferro, não aguento tudo; por mais feliz que esteja há alturas em que me sinto como que a explodir por dentro e tenho necessidade de me libertar desses pensamentos que me aprisionam. sim, hoje deparei-me com esta situação. estava sentada, com os cotovelos nos joelhos e as mãos no queixo a vaguear por caminhos passados, olhei para a rua e chovia, lágrimas como aquelas que rolavam pelo meu rosto. senti-me presa, tanta gente a passar naquele comprido corredor, tanta gente a olhar para mim, a observar cada gota de água que brotava dos meus olhos; só pedia que olhassem para o céu e vissem antes a chuva cair, sem que eu tivesse caído primeiro. contudo, depois de reflectir, como habitual, parei e resolvi abrir o jogo, deparei-me comigo mesma a pensar: 'para quê esconder, se até os deuses choram hoje, porque raio hei-de eu levantar-me daqui?'.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

shadows


está escuro, tenho medo e não gosto de estar sozinha. nunca gostei nem quis estar sozinha.o silêncio intimida-me; faz-me recear o que se esconde para lá das sombras, que vultos serão esses que se dão a conhecer por detrás das formas negras e desaparecem assim que a luz regressa; permanecem no escuro, somente no escuro. medo, ter medo não pode ser bom e hoje apercebi-me que tenho medo, medo de perder uma coisa em particular - existe apenas um desses vultos, uma dessas sombras que não quero que desapareça. apenas uma delas aquece o ambiente enquanto as outras todas o gelam. um desses seres brilha mais que todos os outros, distingue-se e transmite-me segurança. desejo insuportavelmente encaixar-me nele, sentir os seus braços rodearem-me, protegendo-me. já me habituei à sua presença; mesmo quando me olho ao espelho e tudo o que é meu se torna vítreo, trivial, lívido esse ser regressa e aí devolve a serenidade que existe quando se encontra presente, embora seja por pouco tempo. aliás, nenhum tempo é suficiente quando me sinto assim, quando o tenho por perto, quero apenas mais e mais. mas há só uma coisa que resiste ao tempo: as palavras, e mesmo sem elas, com ele, só um olhar basta.

domingo, 10 de junho de 2012

the only one


podia tentar compreender o que se passou, como aconteceu, o quando e o porquê. mas não existem razões para isso. não existe senão um motivo, um único elemento que mudou a minha vida, a tua vida, a nossa. o facto de termos criado uma amizade tão pura, tão genuína que nos uniu tanto. dizeres-me todos os dias que me amavas sem eu puder retribuir era insuportável. nunca tinha imaginado, nem por um só momento que pudesse vir a conhecer alguém que me fizesse sentir amada como tu fazias e isso irritava-me tanto em ti. contudo, no dia em que resolveste dizer 'adeus' e partir, eu percebi que não te voltaria a ver e foi aí que o pânico se misturou dentro de mim, com o desejo selvagem e avassalador de te abraçar, de te implorar que ficasses cá, comigo. havia algo que nos impedia, sempre houve; como se correntes me prendessem e me obrigassem a recuar, como se me trancassem num quarto e não me deixassem mais sair. mas foi em vão, eu resisti. irritava-me tanto o facto de tu seres exatamente aquilo que eu queria que fosses, de me fazeres sentir tão feliz sempre que estava contigo e sabes que admitir isso me custa muito. não queria aceitar que eras exatamente aquilo que eu procurava em alguém, não poderia admitir que te considerava perfeito para mim. mas eu podia viver assim. melhor dor do que sofrimento. e agora esse sofrimento forte e possessivo terminou, agora esse sofrimento deu lugar a uma felicidade constante que sinto sempre que dizes que me amas, agora consegui finalmente perceber que eras tu e que sempre tinhas sido. sim, é verdade; andei cega durante dez meses. mas prometo-te, não vou deixar que me ceguem de novo. não foi fácil,  mas tomei essa decisão. uma decisão que não teria conseguido tomar antes. quando te ouvi dizer que ias partir formou-se dentro de mim um instinto que se tornou quase primitivo, onde dizer que te amava significava sobrevivência. não podia aprisionar mais aquilo que sentia ou escondê-lo e finalmente eu disse. é por isso estou aqui contigo. agora. para sempre.